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Yamaha XV 950: Bobber de estilo clássico 2013Com uma ideia de simplicidade bem patente no produto final, a Yamaha mostra a nova XV 950.

Publicado a 30/08/2013


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O estilo retro está na moda. Cada vez mais olhamos para os ícones de estilo do passado e tentamos reinventá-los no presente. As motos simples, com todos os elementos principais bem à vista e que apelam à estética dos anos 60 e 70, são cada vez mais uma preferência de muitos motociclistas. A simplicidade de sensações e emoções é cada vez mais valorizada, contrariamente à pura performance e tecnologia de ponta que marcaram as últimas décadas.

Simplicidade

A Yamaha, que tem uma enorme tradição e produziu algumas motos que hoje são das mais procuradas pelos principais transformadores e customizadores para os seus trabalhos, não poderia ficar fora deste “novo” segmento. A XV é de facto uma moto simples, um motor bicilíndrico em V, completa ausência de cromados, um quadro tradicional, um depósito, guarda lamas, rodas, guiador, banco e já está! Não há integrações complicadas de elementos, carenagens de ligação entre eles ou tampas de gosto duvidoso a cobrir passagens de fios ou reservatórios de líquidos. Tudo está à vista, tudo é individual e vive por si só, podendo ser mudado, alterado ou transformado ao gosto do utilizador, tudo isto sem penalizar o resultado final que é muito equilibrado e agradável. A preocupação dos designers foi simplificar qualquer personalização, por exemplo, a ausência de sub-quadro traseiro evita que seja necessário ligar a rebarbadora se o objectivo for alterar o guarda lamas. Da mesma forma se a alteração for mudar o farol dianteiro, basta desaparafusar o original, montar o novo e ligar, não há ligações eléctricas estranhas ou fusíveis ou um “molho” de fios com diversas funções como noutras motos.

A XV está disponível em dois modelos, a versão normal e a R, que diferem apenas na montagem de série do ABS, suspensões traseiras com reservatório separado, banco com revestimento em camurça e a pintura com acabamento mate. Ambas montam o mesmo motor bicilíndrico em V de 954cc, refrigerado a ar, com uma potência de 52 cavalos.

Essência da moto

A XV é uma moto caracterizada pela simplicidade, é agradável ao primeiro olhar e nada intimidante. O banco baixo e a reduzida altura ao solo fazem dela fácil de controlar e as mãos agarram o guiador com toda a naturalidade. Com uma sonoridade agradável, mas a pedir mais decibéis, são poucas as vibrações que o motor gera, apenas as suficientes para sentir o carácter da moto, que é bastante suave e descontraída de conduzir, com um acelerador com boa resposta e uma embraiagem bastante leve para a utilização citadina. Ninguém vai bater recordes de velocidade com esta moto, a Yamaha nem montou conta rotações, mas também não é esse o objectivo e facilmente chegará a todo o lado.

As suspensões são contrastantes, frente mole e traseira rija, os pequenos amortecedores traseiros funcionam bem se o piso não tiver irregularidades, tendo a versão normal um comportamento um pouco seco ao passar por um buraco. Mas o comportamento da XV não sai penalizado e é muito fácil curvar e inserir a moto em curva, talvez demasiado fácil, pois os poisa pés roçam muito no asfalto e limitam fortemente os andamentos mais vivos em estradas mais reviradas. No capítulo da travagem os dois discos, com a mesma dimensão por sinal, fazem o trabalho de for      ma competente, o frontal não é uma referência, mas parar 251kg não é tarefa fácil e com a ajuda do traseiro e da suspensão, a capacidade do conjunto acaba por funcionar bem em todas as situações. A posição de condução é bastante confortável, permitindo fazer quilómetros de forma descontraída até ao reabastecimento seguinte.

A Yamaha criou a XV integrada numa nova família de modelos que em breve estarão no mercado, a linha Sport Classics, ou Sport Heritage, trás de volta à marca modelos de inspiração clássica que marcaram gerações passadas, mas com toda a tecnologia e facilidade de utilização inerentes a serem produtos novos. Os detalhes da XV farão a diferença na hora de optar por este modelo, o velocímetro digital colocado entre o depósito e o guiador, redondo e de muita qualidade (pena ter uma regulação escura demais que o torna difícil de ler), o farol traseiro que podia figurar em qualquer catálogo “after market” e o depósito a lembrar as linhas das saudosas XS650 dos anos setenta, todos estes pormenores dão à moto o carácter que a marca procurava. 

Personalizável

Com a personalização em mente, os designers e engenheiro da Yamaha criaram uma tela em branco para que cada um possa dar largas à sua imaginação, uma pintura no depósito, uma forra de banco, uma traseira mais curta, tudo o que a possa tornar única, será uma pena esta moto ficar no estado original. Se for necessária inspiração é procurar os trabalhos de Roland Sands e Deus Ex-Machina neste modelo da Yamaha.

Não perca aqui o vídeo deste teste da Yamaha XV 950!
 

Comentários (2)

  • Paulo Carvalho
    Paulo Carvalho 01-10-2013

    Cópia da Harley-Davidson 'Iron?

  • William
    William 12-12-2013

    tomara que ano vem a Yamaha lança esta moto aqui no Brasil.

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