Yamaha FZ8: O 8 lhe assenta muito bem

Publicado a 19/05/2011


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A última a chegar no mercado das FZ, as naked-sport da Yamaha, é amais equilibrada e lógica das 3, com motor de cilindrada pouco habitual mas muito adequado.

Yamaha FZ8: El 8 te sienta muy bien

"O oito é a evolução. Esse é o número da regeneração por que seu cubo é 512, que ao somar-se (5+1+2) da outra vez o oito."


O 8 aplicado sobre a FZ8 confirma que é a mais equilibrada e completa da gama FZ, já que melhorou e sintetizou em sí o que havia nas outras.


Esportiva com baixos

Yamaha FZ8: El 8 te sienta muy bien

Não é muito comum entre as esportivas Yamaha – salvo a R1- que os motores trabalhem cômodos em baixo regime. São motores finos e a partir dos 6000 rpm são quase elétricos, com entrega de potência quase imediata e contundente, porque não excitante. Mas antes, desde o zero, não começam a empurrar assim


A FZ 8 é diferente. Teve seu motor baseado na R1 de 2008, trabalho realizado pelos engenheiros da Yamaha, justo esse antes da chegada da tecnologia Crossplane. O 4 cilindros de 779 cm3 da FZ 8 oferece 104 CV a 9.892 rpm, torque de 7,9 kgm a 8.369 rpm. Não é tão potente, como uma 600, mas tem muito torque (uma 600 tem uns 6 kgm) .


Por isso arranca tão bem, o motor é muito amplo, elástico. Combina perfeitamente a potência superior a de uma 600, e o torque próximo a de uma 1.000, e graças a sua cilindrada temos uma naked com potência de uma SSP e torque perto de uma SBK.


Suspensões e algo mais

Yamaha FZ8: El 8 te sienta muy bien

A FZ8 gira suave em todo momento e sem vibrações. Na parte ciclo não tivemos tantas surpresas já que seus componentes não são de uma RR. Mas não lhe faz nenhuma falta. O chassi de viga dupla de alumínio fundido; forquilha Kayaba invertida, mas sem regulagens; freio dianteiro de 310 mm com pinças Monoblock convencional e 4 pistões opostos; na traseira também Kayaba com sistema Monocross com regulagem da mola.


Tudo muito normal, menos nas bieletas, que oferece progresso na suspensão traseira, melhorando seu funcionamento. Se agradece pela FZ8 usá-las.


Com essa parte ciclo e a boa geometria, esta moto é muito estável a todo momento, não se descompõe facilmente. Fácil de entrar nas curvas e de mudar bruscamente de sentido, mantendo a compostura e a traçada. O guidão também ajuda nesse quesito, tendo o tamanho adequado para o seu controle numa curva ou para mover-la de um lado ao outro.


A frenagem é simples, como vemos, mas muito efetiva para deter os 198 kg de peso real dessa naked. O tato é muito correto, fácil de ser dosificado.



Logicamente lógica

Yamaha FZ8: El 8 te sienta muy bien

A posição de condução é muito adequada, palavra que vamos repetindo em se tratar da FZ8. Estribos, guidão e assento na posição adequada para não complicar a passagem dos kilômetros. O assento deveria ser um pouco mais macio e a proteção aerodinâmica mais além da viseira do farol. Mas, sem problemas.


No mais, a nova criatura da Iwata é muito agradável de pilotar. Motor muito fino, não vibra, é suave. Além da embreagem e cambio suaves, macios, e somam-se no resultado final favorável.


Não é uma naked tão econômica, certamente, dada a cilindrada pouco habitual e elevada. Pode chegar a converter-se na pergunta de muitos: 600 ou 1.000?


A esta FZ não ha dúvidas, os 800 estão de maravilha!




Juanan Martín
Fotos: Juan Pablo Acevedo
Tradução e adaptação: Rodrigo Galvão


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